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 O GRUPO FIGUEIRA DA GLETE
 NO DIA DO GEÓLOGO

Ano II - Nº 7        Edição Especial   de 30/05/2003                                                               

Brucutu News Digital

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Conheça alguns detalhes da I Feira Nacioanal  de Empresas de Geologia - FENAFEG realizada no período de 26 a 30 de maio de 2003 na sede do IGc - USP I FENAFEG                                          Retorna a página anterior


30/05/2003 - DIA DO GEÓLOGO 
Inauguração dos Armários Museu Professor Viktor Leinz 
Situados no 2º andar do Instituto de Geociências da USP, junto à sala da Congregação.

Foto: Jaime de Souza Marcos (IGc-USP) Vista do armário  museu (nº 1) com apetrechos pessoais do geólogo Professor Viktor Leinz, localizado 2º andar do IGc - USP, junto à sala da Cogregação. Este museu foi oficialmente inaugurado no contexto das comemorações do dia do Geólogo de 30 de maio de 2003. Uma ocasião de ouro que os geólogos do presente e do futuro encontraram para  reconhecer e homenagear o trabalho profícuo de pioneiros. Foto: Nelson custódio (Capi - Turma de 67)

Professor Dr. Reinholt Ellert, apresentando a biografia do Professor Viktor Leinz


 

Biografia redigida pelo Prof. Dr. Reinholt Ellert, e lida pelo mesmo na cerimônia de inauguração do armário com os pertences do Prof. Leinz, no 2º andar do Instituto de Geociências da USP, em 30 de maio de 2003  
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 PROF. DR. VIKTOR LEINZ

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Nasceu na Alemanha, em dezembro de 1904. Doutorou-se na área de Mineralogia e Petrologia.   

 

Veio ao Brasil em 1935 a convite do Departamento Nacional da Produção Mineral, para um contrato de dois anos. Aqui descobriu um mundo novo, com inúmeros desafios no campo da Geologia e também das relações humanas. Retornou à Alemanha em 1937, mas a situação política reinante e a falta de perspectivas convenceram-no a retornar ao Brasil. No Rio de Janeiro, além dos trabalhos no DNPM foi professor na Universidade do Distrito Federal. Durante a Segunda Guerra, após o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com a Alemanha, foi enviado ao Rio Grande do Sul para auxiliar no "esforço de guerra", encarregado da exploração de cobre da Mina do Camaquã. No Rio Grande do Sul pesquisou outras ocorrências de cobre e ouro e jazidas de carvão. Depois da guerra, voltando ao Rio de Janeiro, trabalhou no Museu Nacional onde foi encarregado de reorganizar a celebre coleção Werner, adquirida na Alemanha pela coroa portuguesa e trazida ao Brasil por D. João VI. Em 1949 prestou concurso para Professor Catedrático da Cadeira de Geologia e Paleontologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, com tese versando sobre os derrames basálticos do Sul do Brasil. 



                           VIKTOR LEINZ COMO PROFESSOR
 

No Rio de Janeiro e na USP foi grande incentivador do ensino através de aulas práticas. Estimulou a organização de coleções didáticas e a realização de seminários. Orientou jovens professores e pesquisadores de vários Estados do Brasil que vinham a S. Paulo em busca de novos conhecimentos. Na área didática publicou a primeira tabela para determinação de minerais, na década dos anos 30, depois ampliada e reeditada em colaboração com João Ernesto de Souza Campos, o livro Geologia Geral, em co-autoria com Sérgio E. do Amaral, reeditado várias vezes e o Vocabulário Geológico, em colaboração com Josué C. Mendes, também reeditado.

VIKTOR LENZ COMO PESQUISADOR

Dedicou-se aos variados campos das Geociências, desde a mineralogia, mineração e metalogenia, petrologia e sedimentologia, geotecnia, águas subterrâneas. Em 1948, juntamente com Glycon de Paiva, estudou as recém descobertas ocorrências de manganês na Serra do Navio, no Amapá, recomendado pelo governo federal sugestões para a política de pesquisa e exploração.

VIKTOR LEINZ E O CURSO DE GEOLOGIA

Na primeira década dos anos 50, Viktor Leinz e outros professores da Al. Glette estudaram a possibilidade de ser criado um Curso de Geologia na USP. As resistências eram grandes por parte da Escola Politécnica e da Faculdade de Filosofia. Na Faculdade a idéia de formar geólogos, isto é, "técnicos" era contrária a mentalidade de "bacharel", então reinante. Com muita persistência e empenho, principalmente por parte de Viktor Leinz, foi finalmente criado, em 1957, o Curso de Geologia. Nesta época também estava em estudos no Ministério da Educação, através da CAGE - Campanha para a Formação de Geólogos - a criação de Cursos de Geologia no Brasil. Viktor Leinz era um dos membros da CAGE e sua contribuição foi vital para a celebração do convênio CAGE/USP que possibilitou a implementação do curso de S. Paulo com recursos do governo federal. Em 1963 foi grande incentivador na criação do Laboratório de Geocronologia, como um empreendimento conjunto entre a USP e a Universidade de Califórnia (Berkeley).

VIKTOR LEINZ E A COMUNIDADE

Foi membro do Conselho Nacional de Pesquisas, do Conselho da FAPESP, da Academia Brasileira de Ciências, fundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e teve importante participação na Sociedade Brasileira de Geologia. Durante muitos anos fez parte do Conselho Curador da Fundação Visconde de Porto Seguro, e foi Vice-Presidente da referida Fundação, no período de 1970 a 1978.

VIKTOR LEINZ COMO HOMEM

Professor austero, simpático e estimulador. Cientista com ampla visão humanística e espírito crítico aguçado. Idealista e otimista sobre as possibilidades e o futuro do Brasil.

Os que com ele conviveram sempre receberam ensinamentos e orientação e para muitos é um orgulho dizer: EU TAMBÉM FUI DISCÍPULO DO PROF. LEINZ.


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