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 O GRUPO FIGUEIRA DA GLETE
 NO DIA DO GEÓLOGO

Ano II - Nº 7        Edição Especial   de 30/05/2003                                                                  

Brucutu News Digital

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Conheça alguns detalhes da I Feira Nacioanal  de Empresas de Geologia - FENAFEG realizada no período de 26 a 30 de maio de 2003 na sede do IGc - USP I FENAFEG                                         Retorna a página anterior


30/05/2003 - DIA DO GEÓLOGO 
Inauguração dos Armários Museu Professor Viktor Leinz 
Situados no 2º andar do Instituto de Geociências da USP, junto à sala da Congregação.

Foto: Jaime de Souza Marcos (IGc-USP) Vista do armário  museu (nº 1) com apetrechos pessoais do geólogo Professor Viktor Leinz, localizado 2º andar do IGc - USP, junto à sala da Cogregação. Este museu foi oficialmente inaugurado no contexto das comemorações do dia do Geólogo de 30 de maio de 2003. Uma ocasião de ouro que os geólogos do presente e do futuro encontraram para  reconhecer e homenagear o trabalho profícuo de pioneiros. Foto: Nelson custódio (Capi - Turma de 67)

Saudação do Professor Dr. Benjamin Bley de Brito Neves ao Professor Dr. Fernando Flávio Marques de Almeida


Fernando Flávio Marques de Almeida

 

O diretor do IGc, Dr. Wilson Teixeira me presta uma homenagem, convocando-me a esta saudação do Dr. Fernando Almeida. Trata-se de uma missão paradoxalmente muito fácil e de muito risco.

Fácil porque vou falar de uma unanimidade nacional, farol de pelo menos três gerações de geólogos, e por se tratar de um homem e de um cientista que sempre permaneceu na vanguarda do seu tempo e à luz do sol do conhecimento. De risco, porque certamente vou ficar aquém do personagem, sem conseguir conciliar e aglutinar na minha fala todas as características e peculiaridades meritórias deste cientista e deste homem.

Posso ser singelo sem ser simplista afirmando que todas as gerações de geólogos beberam saber do fluxo deste rio caudaloso, de muitos tributários. Da geração pré-60, os velhos geólogos de dois séculos passados até os geólogos que estão sendo formados neste milênio.

A bibliografia da Geologia do Brasil começa com A, de ALMEIDA, Fernando Flávio Marques de. Não se trata de simples injunção de regras bibliográficas e do histórico greco-descendente de nosso alfabeto. Trata-se de uma imposição soberana dos fatos. Foi Almeida que colheu a semente, plantou, regou e esteve junto sempre do conhecimento geológico deste continente, no cerne de todas as suas províncias estruturais e na seiva de todos os campos atrelados ao caule e ramo das geociências.

No DNPM, na Escola Politécnica, no nosso IGc-USP, na UNICAMP, na Academia Brasileira de Ciências, na Revista Brasileira de Geociências, no CNPq, na UNESCO e em em muitos outros rincões do saber e do educar, Dr. Fernando se houve com prodigalidade e equilíbrio, fazendo fulgir sua luz pertubadora, orientando e dando sua mão a todos, com a característica invulgar e o filtro especial de jamais ofuscar alguém.

Com profundidade sempre e com firmeza, ratificou o leque - ao mesmo tempo amplo e único das ciências -, mostrando esta verdade meridiana nas ciências da Terra. Da Geomorfologia para a Geologia Estrutural, da Petrologia Ígnea à Metalogênese, desfilou com propriedade e austeridade dos mestres, e sem jamais - diga-se e ressalte-se - sem demonstrar lusco-fuscos de arrogância.

A Geotectônica deste continente é sua filha legítima e sua herdeira universal. Como são seus descendentes todos os mapas geológicos e geotectônicos de escala continental já promulgados, em escopo, filosofia, ostentam seus DNA e sinonímia.

Origem e Evolução da Plataforma Brasileira, o boletim cor de rosa do DNPM, de 1967, 36 anos depois é ainda a pedra angular e alicerce de todo nosso conhecimento geológico-geotectônico. Referência e leitura obrigatória para geólogos e tectonistas de todos os costados e de todas as escolas. Fixistas e Mobilistas, honestos e até mesmo falso brilhantes.

Figueira da Glete em carne e osso, figueira dos Jardins, agora momentaneamente transplantada para Interlagos, onde continua nos prodigalizando com muitas flores, frutos, sombras e exemplos.

Flores como suas expressões idiomáticas indeléveis e inconfundíveis. Frutos como seus escritos de divulgação científica (sobre desertos, Serra do Mar, Mares epicontinentais, ilhas vulcânicas). Sombras auferidas de sua personalidade acolhedora e terna, compreensivo com os profissionais de todas as matizes, dos sábios aos enganadores. Exemplos de um homem de bem, profissional correto, pai, genro e avô de qualidades extremosas.

 

Dr. Fernando, mestre, amigo e paradigma. Receba esta homenagem de seus discípulos de tantas gerações sucessivas, aqui e agora, ao vivo e a cores. Do mais velho aqui presente - até desta extraordinária equipe da Geo-Júnior, botões precedentes de futuras e maravilhosas rosas de um jardim todo especial. Receba nosso aplauso uníssono e unilateral, com toda a serenidade dos crátons de todos os ciclos do pré-Cambriano, e como tal, susceptíveis ainda à muitas ativações e re-ativações germanotípicas daqui para diante.

Aceite nosso reconhecimento amplo, franco, irrestrito e imponente como a dala cisandina. Ao mesmo tempo, nós o entregamos com um calor humano intenso, comparável ao das cristas meso-oceânicas.

Perdoe nossos erros e nossa incapacidade de o compreender algumas vezes, pela distância entre nós e o vanguardeiro da barca das geociências. Nunca foi fácil para nós, seus seguidores, conciliar o Gênesis com o Eo-Arqueano. A noção do tempo geológico sempre nos intimidou, muito mais porque o senhor a deslanchava à nossa frente com muita propriedade e suficiência.

Receba nosso afeto e nossa admiração, de todos os tempos e circunstâncias, vigorosos e imponentes como os granitóides pré, sin , tardi - tectônicos. Receba nosso apreço que traz a chancela de evolução irreversível sempre, como aquela de todas as esferas globais.

Aprendemos do senhor que não havia dois geossinclinais iguais. Ousamos proferir e ensinar aos jovens aqui presentes que jamais haverá um geocientista como o senhor foi - sem jamais conhecer a pretensão.

 


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