O 

Brucutu - Símbolo da Geologia da USP - Adaptado do original de Jack $ Carole Bender pelo então estudante Fernando Pellerim de Araújo da primeira Turma, formada em 1960.

 O GRUPO FIGUEIRA DA GLETE
 COMEMORANDO O DIA DO GEÓLOGO
Ano II - Nº 7        Edição Especial : 30/05/2003                                                              Página 6
Brucutu News Digital

Página 1   Página 2   Página 3  Página 4   Página 5   Página 6   Página 7   Página 8  Página 9

Retorna a página anterior

INFORMAÇÕES BOTÂNICAS SOBRE A FIGUEIRA DA GLETE

Família: Moraceae
Gênero e espécie:
Fícus Macrophylla (Macrocarpa)
OBS. A Ficus Baleyana é muito parecida com a Macrophylla,sendo considerada uma sua variedade.
Nome popular: Figueira Australiana (Brasil) e Moreton Bay fig (Austrália e Inglaterra)
Origem: Austrália

Descrição:  Árvore de folhas  verdes e permanentes, chega em sua região de origem a atingir até 60 metros de altura. No Brasil deve estabilizar em torno de 20 a 30 metros de altura. Tronco curto e grosso logo abrindo em galhadas fortes e sub-horizontais. São comuns as raízes aéreas que se transformam em novos troncos. Na índia existe um famoso exemplar de uma aparentada, a Fícus religiosa (Buda recebeu o santo debaixo de uma figueira), que dizem possuir mais de 2.000 troncos. São árvores consideradas de longevidade milenar. Seus frutos (figos) são arredondados com diâmetro de pouco mais de 1 cm. Na verdade os figos são inflorescências envolvidas por um desenvolvimento do caule. Na Austrália seu agente polinizador é uma vespa chamada Pleistodontes froggatti, inexistente no Brasil, a qual apresenta um intricado ciclo de desenvolvimento combinado com a estrutura da

inflorescência, considerado um dos exemplos mais maravilhosos de cooperação (mutualismo) entre animais e vegetais de toda a Natureza. Posto isso, conclui-se que a Figueira da Glete não nasceu ali espontaneamente, foi plantada. Em nosso país, onde então a reprodução só ocorre na dependência da vontade do homem, os melhores métodos de produção de mudas são o da estaca (Alvíssaras) e o da alporquia.

No Brasil há também figueiras nativas, sendo árvores majestosas e de sombra. Há várias espécies, conhecidas como Mata-pau (muito comuns também nas cidades), que começam como epífitas e acabam estrangulando sua hospedeira, ocupando finalmente seu lugar.  É muito comum também vê-las brotando e crescendo em fendas de muros e paredes.

Em toda a Ásia e Oceania as figueiras são consideradas árvores místicas. É sob uma figueira que um homem atormentado deverá se acalmar, meditar e reordenar seus pensamentos e humor.  

                                Álvaro R. Santos

 

Vai para a página 8

Início da página 6

Retorna a página anterior